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15 mars 2015 : Journée nationale de protestation contre Dilma Rousseff – Manifestations monstres dans 16 villes pour demander l’impeachment de la Présidente

Le 15 mars 2015 est la Journée nationale de protestation contre Dilma Rousseff au Brésil, et en particulier pour demander son impeachment, c’est à dire la mise en place de la procédure permettant au pouvoir législatif de destituer le Présidente du Brésil, suite au scandale provoqué par les marchés truqués de l’entreprise d’Etat Petrobras (le « Petrolao ») et aux pots de vin ayant été versés au PT (Parti des Travailleurs au pouvoir, avec Lula d’abord puis Dilma maintenant) et ses alliés.

Nous vous présentons ici les principaux slogans de cette journée et les premières photos des manifestations dans les 16 plus grandes villes du Brésil qui rassemblents des centaines de milliers des personnes : Sao Paulo (1.000.000 de manifestants à 16 heures selon la Police Militaire), Rio de Janeiro, Brasilia, Salvador de Bahia, Belo Horizonte, Curitiba, Ribeirao Preto, Belem, Recife, Manaus, Porto Alegre …

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Protesto contra o governo Dilma e a corrupção na Petrobras, ocupa a avenida Paulista - 15/03/2015

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Protesto contra o governo Dilma e a corrupção na Petrobras, ocupa a avenida Paulista - 15/03/2015

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Protesto Brasil Dilma - RJ

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Protesto contra o governo Dilma e a corrupção na Petrobras, ocupa a avenida Paulista - 15/03/2015

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Manifestantes erguem faixas, cartazes e bandeiras durante protesto contra o governo Dilma na Avenida Paulista, região central de São Paulo, neste domingo (15)

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Ato contra o governo da presidente Dilma Rousseff (PT) na Av. Paulista, região central de São Paulo, neste domingo (15)

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Ato contra o governo da presidente Dilma Rousseff (PT) na Av. Paulista, região central de São Paulo, neste domingo (15)

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Manifestantes pedem o impeachment da presidente Dilma Rousseff na Avenida Paulista, região central de São Paulo

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Protesto 'Não vamos desistir do Brasil' contra o PT e pelo impeachment da presidente Dilma Rousseff, organizado pelo Movimento Brasil Livre e pelo Revoltados, no Congresso Nacional e no Museu Nacional, em Brasília (DF), neste domingo (15)

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Ato contra o governo no Rio de Janeiro

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População toma as ruas do Rio de Janeiro durante ato contra o governo

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Manifestantes participam de ato a favor do impeachment da Presidente Dilma Rousseff, no bairro de Copacabana, zona sul do Rio de Janeiro, na manhã deste domingo (15)

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População toma as ruas do Rio de Janeiro durante ato contra o governo

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Protesto contra o governo Dilma e a corrupção na Petrobras, ocupa a avenida Paulista - 15/03/2015

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 Protesto contra o governo Dilma e a corrupção na Petrobras, ocupa a avenida Paulista - 15/03/2015

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Protesto contra o governo Dilma nas ruas do Rio de Janeiro

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Ato contra o governo Dilma na Avenida Paulista, região central de São Paulo, neste domingo (15)

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Protesto contra o governo Dilma nas ruas do Rio de Janeiro

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Protesto contra o governo Dilma e a corrupção na Petrobras, ocupa a avenida Paulista - 15/03/2015

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Protesto contra o governo Dilma e a corrupção na Petrobras, ocupa a avenida Paulista - 15/03/2015

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Protesto contra o PT e pelo impeachment da presidente Dilma Rousseff, em Belém, PA, neste domingo (15)

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Da janela de suas casas pessoas protestam durante ato contra o governo Dilma no Rio de Janeiro

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Protesto contra o PT e pelo impeachment da presidente Dilma Rousseff na Avenida Eduardo Ribeiro, centro de Manaus, AM, na manhã deste domingo (15)

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Manifestantes pedem o impeachment da presidente Dilma Rousseff na Praça da Liberdade, em Belo Horizonte, MG, neste domingo (15)

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População toma as ruas do Rio de Janeiro durante ato contra o governo

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Manifestantes participam de ato a favor do impeachment da Presidente Dilma Rousseff, no bairro de Copacabana, zona sul do Rio de Janeiro, na manhã deste domingo (15)

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Manifestantes participam de ato a favor do impeachment da Presidente Dilma Rousseff, na praça da Liberdade em Belo Horizonte, neste domingo (15)

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Manifestantes participam de ato a favor do impeachment da Presidente Dilma Rousseff, na praça da Liberdade em Belo Horizonte, neste domingo (15)

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Manifestantes participam de ato a favor do impeachment da Presidente Dilma Rousseff, no bairro de Copacabana, zona sul do Rio de Janeiro, na manhã deste domingo (15)

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Ato contra o governo da presidente Dilma Rousseff (PT) na Esplanada dos Ministérios, em Brasília (DF), neste domingo (15)

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Ato contra o governo da presidente Dilma Rousseff (PT) na av. Paulista, na região central de São Paulo, neste domingo (15)

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Ato contra o governo da presidente Dilma Rousseff (PT) na av. Paulista, na região central de São Paulo, neste domingo (15)

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 Le 15 mars 2015 est la Journée nationale de protestation contre Dilma Rousseff au Brésil, et en particulier pour demander son impeachment, c’est à dire la mise en place de la procédure permettant au pouvoir législatif de destituer le Présidente du Brésil, suite au scandale provoqué par les marchés truqués de l’entreprise d’Etat Petrobras (le « Petrolao ») et aux pots de vin ayant été versés au PT (Parti des Travailleurs au pouvoir, avec Lula d’abord puis Dilma maintenant) et ses alliés.

 

 

La Liste des Hommes Politiques inculpés dans le scandale Petrobras

La Liste des Hommes Politiques inculpés dans le scandale Petrobras a été rendue publique par le Tribunal Suprême Fédéral.

Dans la liste, on trouve des membres du PT (Parti de Lula et dilma Rousseff) ainsi que de leurs alliés du PMDB et du PP, et parmi eux, rien de moins que les Présidents des 2 chambres fédérales, le Président du Sénat, Renan Calheiros (PMDB), et le Président de la Chambre des Députés, Eduardo Cunha (PMDB). Ils rejoignent un ancien Président de la République, Fernando Collor, déjà inculpé.

Nouvelles inculpations et ouvertures d’enquête
PMDB CARGO
Renan Calheiros (PMDB-AL) Presidente do Senado
Eduardo Cunha (PMDB-RJ) Presidente da Câmara dos Deputados
Aníbal Ferreira Gomes (PMDB-CE) Deputado Federal
Roseana Sarney (PMDB-MA) Ex-governadora do Maranhão
Edison Lobão (PMDB-MA) Senador, Ex-ministro de Minas e Energia
Valdir Raupp (PMDB-RO) Senador, Ex-presidente do PMDB
Romero Jucá (PMDB-RR) Senador
Fernando Baiano Lobista, operava para o PMDB
PP CARGO
João Roberto Pizzolatti (PP-SC) Ex-deputado Federal, Secretário estadual de Roraima
Benedito de Lyra (PP-AL) Senador
José Otávio Germano​ (PP-RS) Deputado Federal
​Roberto Sérgio Coutinho Teixeira (PP-PE) Suplente de Deputado Federal
Simão Sessim (PP-RJ) Deputado Federal
Arthur Lira (PP-AL) Deputado Federal
Aguinaldo Ribeiro (PP-PB) Deputado Federal, Ex-ministro das Cidades
Aline Corrêa (PP-SP) Deputada Federal
Ciro Nogueira (PP-PI) Senador
Luiz Argôlo (PP-BA – filiou-se ao Solidariedade) Ex-deputado Federal
Eduardo da Fonte (PP-PE) Deputado Federal
Carlos Magno Ramos (PP-RO) Deputado Federal
Nelson Meurer (PP-PR) Deputado Federal
Dilceu João Sperafico (PP-PR) Deputado Federal
Gladison Cameli (PP-AC) Senador
Jeronimo Pizzolotto Goergen (PP-RS) Deputado Federal
João Felipe de Souza Leão (PP-BA) Vice-governador da Bahia
Waldir Maranhão Cardoso (PP-MA) Deputado Federal
Luiz Fernando Ramos Faria (PP-MG) Deputado Federal
Sandes Junior (PP-GO) Ex-deputado Federal
Afonso Hamm (PP-RS) Deputado Federal
José Linhares da Ponte (PP-CE) Ex-deputado Federal
José Olimpio Moraes (PP-SP) Deputado Federal
Lázaro Botelho Martins (PP-TO) Deputado Federal
Luiz Carlos Heinze (PP-RS) Deputado Federal
Mário Negromonte (PP-BA) Ex-ministro das Cidades
Pedro Correa (PP-PE) Ex-deputado, condenado no mensalão
Pedro Henry (PP-MT) Ex-deputado, condenado no mensalão
Renato Delmar Molling (PP-RS) Deputado Federal
Renato Egígio Balestra (PP-GO) Deputado Federal
Roberto Pereira de Britto (PP-BA) Deputado Federal
Roberto Sergio Ribeiro Coutinho Teixeira (PP-PE) Suplente de Deputado Federal
Vilson Luiz Covatti (PP-RS) Ex-deputado Federal
PT CARGO
Lindbergh Farias (PT-RJ) Senador
Cândido Vaccarezza (PT-SP) Ex-deputado Federal
Humberto Costa (PT-PE) Senador
Gleisi Hoffman (PT-PR) Senadora, Ex-ministra da Casa Civil
José Mentor (PT-SP) Deputado Federal
Antônio Palocci (PT-SP) Ex-ministro da Fazenda (investigado na 13ª Vara Criminal da Justiça Federal do Paraná)
Vander Luiz Dos Santos Loubet (PT-MS) Deputado Federal
João Vaccari Neto (PT) Tesoureiro nacional do PT
Anciennes inculpations
PTB CARGO
Fernando Collor de Mello (PTB-AL) Senador, Ex-presidente da República
PSDB CARGO
Antônio Anastasia (PSDB-MG) Senador, Ex-governador de Minas Gerais

Corruption au Brésil : « Et vous, vous feriez quoi avec 88 milliards ? »

Et vous, vous feriez quoi avec 88 milliards de réaux (ou « reais » en portugais), soit 29 milliards d’euros ? Vous feriez le choix d’acheter 240 jets privés ? De devenir propriétaire de 55 000 Ferrari ? De vous abonner à Netflix durant 416 millions d’années ? D’organiser quatre Coupes du monde ? De financer pendant 3,5 années l’assurance chômage ?
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Autant de projets qui pourraient être réalisés avec les 88 milliards de réaux détournés dans l’affaire Petrobras, la plus grande affaire de corruption jamais connue au Brésil.
Depuis le 28 janvier, les internautes brésiliens ont fait du hashtag #88bilhoes (88 milliards) le sanctuaire d’expression de leur colère et de leur frustration.
Et de lister tout ce qu’ils pourraient acheter avec 88 milliards. Des choses les plus absurdes comme l’achat de 1 142 millions d’appareils auditifs, 22 millions de PS4, 110 millions de smartphones, mais aussi des revendications politiques : 88 milliards permettraient de faire face à la sécheresse qui menace Sao Paulo en construisant trois centrales hydroélectriques.
Le montant détourné représente aussi 1 466 milliards de paniers moyens de la ménagère brésilienne, de quoi éradiquer la faim dans le pays, ou quatre ans de financement de la bolsa familia, le programme mis en place par Lula pour sortir de la misère les plus démunis.
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Un tumblr regroupe toutes les possibilités trouvées sur les différents réseaux sociaux. Pour son créateur :
« C’est un moyen de traiter avec sarcasme la situation. C’est aussi une façon ironique de protester contre le manque de réaction des Brésiliens. En juin 2013, des millions de personnes étaient dans les rues pour 20 centimes d’augmentation du prix des transports publics. Pour 88 milliards d’argent public volés, les réactions se cantonnent aux réseaux sociaux. »
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L’AFFAIRE PETROBRAS
L’enquête de la police fédérale, connue sous le nom de « Operação Lava Jato » (Opération Karcher), et commencée en mars 2014, a mis au jour un système de corruption impliquant des entreprises de travaux publics, des cadres de Petrobras (la compagnie pétrolière brésilienne) ainsi que les plus grands partis politiques du pays. Tous sont accusés d’avoir touché pendant des années de l’argent à travers des contrats de concessions pétroliers volontairement gonflés. Lors de l’annonce des résultats du groupe Petrobras, le 28 janvier, le conseil d’administration a évalué l’impact du scandale à 88 milliards de reais.
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Bombe dans le Scandale Petrobras: « Dilma et Lula savaient tout »

Selon l’hebdomadaire brésilien Veja , Dilma Rousseff et Lula étaient parfaitement au courant du vaste système de corruption au sein du géant pétrolier Petrobras.

« Dilma et Lula savaient tout » a affirmé mardi dernier Alberto Youssef à la Police Fédérale pendant sa déposition ; Youssef était le « doleiro » (banquier au noir) qui faisait office de banque clandestine pour la compagnie pétrolière Petrobras.

Conversation entre l’officier de la Police Fédérale et Youssef (la traduction entre parenthèse) :

— O Planalto sabia de tudo!

(La Présidence savait tout)

— Mas quem no Planalto?, perguntou o delegado.

(Mais qui à la Présidence? demande l’officier de la PF)

— Lula e Dilma, respondeu o doleiro.

(Lula et Dilma, répond le doleiro)

Veja Dilma Roussef Lula scandale Petrobras

Veja Dilma Roussef Lula scandale Petrobras 2

Source: http://veja.abril.com.br/noticia/brasil/dilma-e-lula-sabiam-de-tudo-diz-alberto-youssef-a-pf

Rappelons l’excellent article de l’Express du 23 septembre 2014 sur l’affaire Petrobras quit touche le PT et ses alliés

Brésil: le scandale de l’argent noir

Le géant pétrolier national aurait « arrosé » nombre d’élus de la coalition au pouvoir.
La vaste affaire de corruption liée au groupe Petrobras secoue les milieux politiques et exaspère l’opinion.
A l’approche du scrutin présidentiel, elle compromet les chances de réélection de Dilma Rousseff. 

Brésil: le scandale de l'argent noirDilma Rousseff (ici, à São Paulo, le 9 septembre) a fait de la lutte contre la corruption l’une de ses priorités. Le scandale qui entache le groupe pétrolier écorne sa crédibilité. REUTERS/Nacho Doce

Dilma Rousseff se souviendra longtemps de ce 6 septembre 2014. Ce jour-là, un séisme politique a ébranlé la présidente brésilienne avec une telle violence qu’il pourrait compromettre ses chances d’être réélue à la tête du pays lors du prochain scrutin, le 5 octobre. La cause : la diffusion, par l’hebdomadaire conservateur Veja, d’une liste de députés issus de la coalition de centre-gauche au pouvoir qui auraient reçu d’importants pots-de-vin.

Sont également cités des sénateurs, trois gouverneurs, un ministre, les présidents des deux chambres du Parlement, ou encore le trésorier du Parti des travailleurs (PT) – celui de Dilma Rousseff… Au coeur de ce scandale, un homme : Paulo Roberto Costa, un ancien dirigeant du groupe Petrobras, qui aurait mis en place un vaste système de corruption au sein du géant pétrolier. C’est lui qui a décidé de parler.

Pour Dilma Rousseff, c’est la catastrophe. Après son élection à la tête de l’Etat, en 2010, n’avait-elle pas fait de la lutte contre la corruption l’une de ses priorités ? Ces révélations sont d’autant plus gênantes qu’elles compromettent non seulement son parti, mais aussi la compagnie Petrobras, dont elle présidait, à l’époque des faits, le conseil d’administration. Petrobras, la plus grande entreprise brésilienne, la fierté de tout un peuple, éclaboussée par une histoire dont personne, aujourd’hui encore, ne mesure l’ampleur. Que savait Dilma Rousseff?

Au Brésil, la question est sur toutes les lèvres. Pour l’instant, son nom n’a pas été cité de façon explicite. Jusqu’à quand? Depuis quelques mois, Dilma Rousseff est en effet critiquée pour le rôle qu’elle a joué dans une autre « affaire Petrobras », le rachat d’une raffinerie texane à un prix astronomique. Cette acquisition fait l’objet d’une enquête parlementaire. Et il se pourrait bien que ces deux histoires soient liées… L’étau se resserre. Et la présidente risque d’être balayée par ce qui constitue, au Brésil, le plus gros scandale politique de ces dernières années.

Les Brésiliens demandent des comptes

C’est en Belgique que tout commence. Très exactement en 2006, lorsqu’un groupe pétrolier belge, Transcor Astra, cède à Petrobras la moitié des parts d’une raffinerie qu’il détient à Pasadena (Texas, Etats-Unis). Belges et Brésiliens ont prévu de l’exploiter ensemble, mais, très vite, des divergences apparaissent, notamment sur la façon de moderniser l’installation. En 2008, l’actionnaire de Transcor Astra, une société d’investissement détenue par le milliardaire belge Albert Frère, demande le divorce.

Le contrat le lui permet, il lui suffit d’exercer une clause, appelée « option de vente » : Petrobras est, dans ce cas, tenu de racheter les parts belges. Mais les Brésiliens rechignent. Ils portent l’affaire devant un tribunal américain… et perdent. En fin de compte, l’acquisition de la raffinerie leur aura coûté la bagatelle de 1,1 milliard de dollars, alors que les Belges l’avaient achetée… 42,5 millions. « Gâchis de l’argent public ! » dénonce, au Brésil, l’opposition. Car l’Etat est le premier actionnaire de Petrobras. Les Brésiliens demandent des comptes.

Qui a signé ce contrat léonin ? Un nom sort du chapeau : Dilma Rousseff. A l’époque, celle-ci dirigeait le cabinet du président Lula, mais elle présidait aussi le conseil d’administration de Petrobras. Pour Rodrigo Maia, député de l’opposition et membre de la commission parlementaire constituée pour enquêter sur cette acquisition, « les statuts de Petrobras sont clairs : seul le conseil d’administration, et en premier lieu sa présidente, est habilité à prendre une telle décision.

Mais Dilma Rousseff, pour se dédouaner, a accusé le directeur international de l’époque, Nestor Cervero, de lui avoir transmis un résumé incorrect du projet, parce qu’il ne faisait pas allusion à cette fameuse option de vente. Comme si l’on pouvait prendre une décision aussi importante à partir d’une simple fiche ! » « Cette note n’avait pas vocation à entrer dans le détail, poursuit Edson Ribeiro, l’avocat de Nestor Cervero. Rien n’empêchait les administrateurs de demander des éclaircissements au service juridique. Ils ne l’ont pas fait, ce qui n’est guère étonnant : cela fait des années que les décisions se prennent de cette manière chez Petrobras. »

Un cadre dirigeant, qui connaît bien le fonctionnement du conseil mais veut rester anonyme, confie à L’Express : « Ses membres ne se réunissent qu’une fois par mois. Durant trois heures, ils parlent, en vrac, de prospection en Afrique, d’exploitation off shore ou encore de raffinage. C’est bien peu pour un groupe qui est en train d’investir 220 milliards de dollars dans des projets pétroliers ! En réalité, les votes sont purement formels. »

De quoi donner du grain à moudre aux détracteurs de Dilma Rousseff. On l’accuse d’incompétence. Rien d’étonnant, disent certains opposants, à ce que son bilan économique à l’échelle du pays soit désastreux, quand on voit la façon dont elle pilotait Petrobras. D’autres vont plus loin, ils cherchent d’éventuelles collusions.

L’ascension éclair de Paulo Roberto Costa

Et remarquent qu’Albert Frère détient également 1,4% du groupe français GDFSuez, dont l’une des filiales, Tractebel Energia, a financé la campagne de Dilma Rousseff en 2010.

Coïncidence ? « Nous avons effectivement versé plus de 500 000 euros au comité de campagne de Dilma Rousseff et au PT, précise-t-on au siège parisien de GDF Suez.La procédure est légale, et nous avons également donné 160 000 euros à son rival de l’époque. Cela n’a aucun lien avec les autres activités de notre actionnaire. » Chez le discret milliardaire, justement, on se refuse à tout commentaire. « Nous sommes droits dans nos bottes, précise toutefois l’un de ses proches. Lorsque nous avons acheté la raffinerie de Pasadena, les prix étaient très bas. Puis le marché a flambé. Nous avons été servis par la chance. Il n’y pas eu la moindre irrégularité, sinon le tribunal américain n’aurait jamais rendu d’arbitrage en notre faveur. »

Cette histoire aurait donc dû en rester là, d’autant qu’il y a bien d’autres sujets de mécontentement, en ces temps électoraux : une croissance ralentie (1,5% prévu en 2014 au lieu des 7,5% de 2010, selon la Banque mondiale), la baisse de pouvoir d’achat, les carences du système de santé, l’éducation… Oui, jusqu’à ce fameux 6 septembre, et l’irruption dans la campagne de Paulo Roberto Costa.

C’est en enquêtant sur une sombre affaire de blanchiment d’argent, qui n’a a priori aucun rapport avec Petrobras, que les policiers fédéraux repèrent cet homme discret. Mèche poivre et sel, la cinquantaine distinguée, cet ingénieur de formation a mené l’essentiel de sa carrière chez Petrobras. Il ne s’y est pas taillé une bonne réputation, comme le relate Ronaldo Tedesco, un des directeurs de l’association des ingénieurs de Petrobras : « J’ai travaillé plusieurs années sous ses ordres sur la plateforme offshore de Bacia de Campos, au nord de Rio de Janeiro. Je me souviens d’un homme très autoritaire, et sans pitié avec les ouvriers. Un jour, nous nous étions mis en grève durant une heure, car nous réclamions de meilleures conditions de sécurité et des augmentations de salaires. Costa nous a virés sur-le-champ. Nous les surnommions, lui et sa clique d’amis, « la République du Parana », en référence à l’Etat du Sud du Brésil dont ils étaient originaires. Ils géraient tout entre eux, et ils ont progressé ensemble dans la hiérarchie… »

Costa plus vite que les autres. Soutenu par le Parti progressiste, allié du Parti des travailleurs, il est promu directeur du raffinage et de l’approvisionnement en 2004, poste qu’il occupe jusqu’à son départ, en 2012.

Dans l’arrière-salle d’un bar du centre de Rio de Janeiro, où il avait ses habitudes lorsqu’il travaillait chez Petrobras, Ildo Sauer, ancien directeur gaz et énergie du groupe, revient sur l’ascension éclair de Paulo Roberto Costa. « Il a été sous ma responsabilité pendant plusieurs mois, puis il a subitement été nommé directeur, c’est étonnant, non? » ironise-t-il. Puis, après un silence : « J’ai participé avec Lula à la création du Parti des travailleurs, dans les années 1980. Lorsque j’ai été débarqué de Petrobras, en 2007, je suis allé voir mes amis du PT et je leur ai demandé pourquoi ils m’avaient lâché. Ils m’ont répondu que ?[je] n’aidai[s] pas assez?. J’en conclus que Costa, lui, a fait ce qu’il fallait… »

Un coût de construction multiplié par sept en neuf ans

Jusqu’à son départ, Costa s’est notamment occupé de la construction d’une raffinerie dans le Nord-Est du Brésil, Abreu e Lima. Ouvert en grande pompe par le président de l’époque, Lula da Silva, en 2005, le chantier de ce site, qui sera mis en service au début de 2015, est aujourd’hui dans la ligne de mire de la justice. La police fédérale, tout comme le Tribunal des comptes, se demandent comment le coût de construction a pu être multiplié par plus de sept depuis la pose de la première pierre, passant de 2,5à… 18,5 milliards de dollars. Et peut-être même à 20 à la fin de l’année !

Les contrôleurs fiscaux s’interrogent notamment sur quatre gros contrats, qui ont, finalement, coûté 300millions de dollars de plus. Mauvaise planification ? Pas seulement. Certaines dépenses sont aberrantes. Pour construire la raffinerie, il a fallu par exemple commander deux fois plus de structures métalliques que prévu! « Abreu e Lima est, de loin, la raffinerie la plus chère de l’Histoire! s’étonne un ancien président de Petrobras, qui a dirigé le groupe dans les années 1990. Cela suscite tout de même quelques interrogations… » Comme celle de savoir s’il y a eu des surfacturations dans les contrats de sous-traitants. C’est la conviction des enquêteurs, qui ont pu geler, grâce à leurs collègues helvétiques, une douzaine de comptes détenus en Suisse par Paulo Roberto Costa et ses deux filles. En tout, 23 millions de dollars.

Commencent donc à se dessiner, au fil des découvertes, les contours d’un gigantesque système de corruption, dont Paulo Roberto Costa aurait été la cheville ouvrière. Et le grand déballage ne fait que commencer. Dans l’espoir d’une remise de peine, celui-ci se serait en effet « mis à table ». Il aurait décrit aux enquêteurs les rouages de la mécanique : les fournisseurs et sous-traitants qui souhaitaient travailler pour le groupe pétrolier devaient reverser 3% du montant des contrats à une « caisse parallèle ». L’argent était ensuite distribué aux alliés politiques. L’objectif : assurer, par ces cadeaux, la cohésion de la coalition gouvernementale.

Lula da Silva mis en cause

« Ce scandale n’est guère surprenant quand on connaît la façon dont fonctionne le système politique brésilien, décrypte François-Michel Le Tourneau, directeur de recherche au CNRS. Le PT ne possède qu’un tiers des sièges au Parlement. S’il veut gouverner, il doit s’associer avec d’autres partis, et leur offrir en échange des postes dans des administrations et des entreprises publiques. Il est alors facile de détourner l’argent public, en faussant par exemple des appels d’offres. Durant son premier mandat, Lula da Silva avait, de cette manière, acheté l’adhésion des autres partis. Pour mettre fin à ces pratiques, Dilma Rousseff avait bien lancé l’idée d’une réforme constitutionnelle, mais le Congrès s’y est évidemment opposé… »

Dommage pour elle que la présidente n’y soit pas parvenue. Car ce scandale la fragilise tous les jours un peu plus. Pourra-t-elle encore longtemps affirmer qu’elle n’était au courant de rien? Comment la présidente du conseil d’administration de Petrobras aurait-elle pu ignorer ce détournement ? Sa position risque de devenir intenable, d’autant que Paulo Roberto Costa aurait, ces derniers jours, mis Lula da Silva en cause. Selon lui, l’ex-chef de l’Etat (2002-2010) serait au courant. Pour couronner le tout, Costa aurait également avoué aux policiers que l’acquisition de la fameuse raffinerie de Pasadena aurait été, elle aussi, frauduleuse. La boucle est bouclée.

Pour Dilma Rousseff, la déflagration est d’autant plus violente qu’elle avait intimement lié son image à celle du groupe pétrolier. Des photos d’elle en tenue de chantier et casque aux couleurs de Petrobras ont fait le tour du pays. « Comme Lula, Dilma avait fondé son discours économique sur la réussite de Petrobras, analyse Marco Antonio Carvalho Teixeira, professeur de sciences politiques à la fondation Getulio Vargas de São Paulo. Ce scandale, qui écorne l’image du groupe pétrolier, lui fait aussi perdre sa crédibilité. » De fait, l’action de Petrobras dévisse au même rythme que la popularité de la présidente dans les sondages. Celle-ci est même donnée battue au second tour…

Le scandale de trop

Car les Brésiliens sont las. Le « Petrogate » n’est pas un scandale de plus, mais le scandale de trop. L’un de ses principaux adversaires, le candidat social-démocrate Aécio Neves, l’a bien compris. « L’actuelle présidente a contrôlé cette entreprise d’une main de fer durant douze ans, il est inadmissible qu’elle allègue ne rien savoir », répète-t-il à qui veut l’entendre. Ou encore: « Le gouvernement a soutenu le plus grand vol jamais opéré dans les coffres de la plus grande entreprise brésilienne. »

Malgré ses efforts, Neves ne décolle pas dans les sondages. Il aurait même perdu 2 points. Ses ennemis ne manquent pas, il est vrai, de rappeler les affaires de corruption qui avaient entaché le mandat de Fernando Henrique Cardoso, prédécesseur de Lula da Silva et, surtout, cofondateur du parti d’Aécio Neves. Et l’autre grande candi date, Marina Silva, qu’en dit-elle? Propulsée sur le devant de la scène après la mort accidentelle de son allié, Eduardo Campos, le 13 août dernier, et réputée incorruptible, la nouvelle chouchoute des Brésiliens aurait tout intérêt à profiter de l’opportunité pour se détacher. Ce n’est pas le cas.

« Elle critique l’utilisation politique qui a été faite de Petrobras, mais reste toutefois très prudente », commente Ricardo Ismael, enseignant de sciences politiques à l’université PUC-Rio. La raison ? Le nom d’Eduardo Campos figure dans la liste des personnalités politiques corrompues diffusée par le magazine Veja.Au Brésil, la politique n’est jamais simple.

Source : http://www.lexpress.fr/actualite/monde/amerique-sud/bresil-le-scandale-de-l-argent-noir_1576845.html

Petrobras, le scandale de trop pour Dilma Rousseff ?

Un très bon article à lire de L’Express sur le scandale Petrobras qui touche le PT et ses alliés.

Mais auparavant une petite bombe qui n’a pas encore été publiée dans les journaux européens : Selon l’hebdomadaire Veja, cela fait près de 7 mois que la Police Fédérale tente sans succès d’entendre Lula, l’ex Président, dans le cadre du scandale sur le « Mensalao » et plus particulièrement sur une somme de 7 millions de Reais (2,3 millions €) qui aurait transité par Lula ! (Source : http://veja.abril.com.br/noticia/brasil/mensalao-ha-7-meses-pf-tenta-sem-sucesso-ouvir-lula). Rappelons que le scandale du Mensalao a envoyé en prison les principaux dirigeants du PT (Parti des Travailleurs fondé entre autre par l’ancien Président Lula) : parmi eux, José Dirceu, ami de Lula et ex chef de la Casa Civil (équivalent du 1er Ministre) sous la Présidence de Lula, ou José Genoino, ex leader du Parti des Travailleurs et amis de Lula, ou encore l’ancien trésorier du PT, Delubio Soares (voir https://blogbresil2014.wordpress.com/2014/04/30/bresil-une-corruption-generalisee-j-42/)

L’article de l’Express sur l’affaire Petrobras :

Brésil: le scandale de l’argent noir

Le géant pétrolier national aurait « arrosé » nombre d’élus de la coalition au pouvoir.
La vaste affaire de corruption liée au groupe Petrobras secoue les milieux politiques et exaspère l’opinion.
A l’approche du scrutin présidentiel, elle compromet les chances de réélection de Dilma Rousseff. 
Brésil: le scandale de l'argent noir

Dilma Rousseff (ici, à São Paulo, le 9 septembre) a fait de la lutte contre la corruption l’une de ses priorités. Le scandale qui entache le groupe pétrolier écorne sa crédibilité. REUTERS/Nacho Doce

Dilma Rousseff se souviendra longtemps de ce 6 septembre 2014. Ce jour-là, un séisme politique a ébranlé la présidente brésilienne avec une telle violence qu’il pourrait compromettre ses chances d’être réélue à la tête du pays lors du prochain scrutin, le 5 octobre. La cause : la diffusion, par l’hebdomadaire conservateur Veja, d’une liste de députés issus de la coalition de centre-gauche au pouvoir qui auraient reçu d’importants pots-de-vin.

Sont également cités des sénateurs, trois gouverneurs, un ministre, les présidents des deux chambres du Parlement, ou encore le trésorier du Parti des travailleurs (PT) – celui de Dilma Rousseff… Au coeur de ce scandale, un homme : Paulo Roberto Costa, un ancien dirigeant du groupe Petrobras, qui aurait mis en place un vaste système de corruption au sein du géant pétrolier. C’est lui qui a décidé de parler.

Pour Dilma Rousseff, c’est la catastrophe. Après son élection à la tête de l’Etat, en 2010, n’avait-elle pas fait de la lutte contre la corruption l’une de ses priorités ? Ces révélations sont d’autant plus gênantes qu’elles compromettent non seulement son parti, mais aussi la compagnie Petrobras, dont elle présidait, à l’époque des faits, le conseil d’administration. Petrobras, la plus grande entreprise brésilienne, la fierté de tout un peuple, éclaboussée par une histoire dont personne, aujourd’hui encore, ne mesure l’ampleur. Que savait Dilma Rousseff?

Au Brésil, la question est sur toutes les lèvres. Pour l’instant, son nom n’a pas été cité de façon explicite. Jusqu’à quand? Depuis quelques mois, Dilma Rousseff est en effet critiquée pour le rôle qu’elle a joué dans une autre « affaire Petrobras », le rachat d’une raffinerie texane à un prix astronomique. Cette acquisition fait l’objet d’une enquête parlementaire. Et il se pourrait bien que ces deux histoires soient liées… L’étau se resserre. Et la présidente risque d’être balayée par ce qui constitue, au Brésil, le plus gros scandale politique de ces dernières années.

Les Brésiliens demandent des comptes

C’est en Belgique que tout commence. Très exactement en 2006, lorsqu’un groupe pétrolier belge, Transcor Astra, cède à Petrobras la moitié des parts d’une raffinerie qu’il détient à Pasadena (Texas, Etats-Unis). Belges et Brésiliens ont prévu de l’exploiter ensemble, mais, très vite, des divergences apparaissent, notamment sur la façon de moderniser l’installation. En 2008, l’actionnaire de Transcor Astra, une société d’investissement détenue par le milliardaire belge Albert Frère, demande le divorce.

Le contrat le lui permet, il lui suffit d’exercer une clause, appelée « option de vente » : Petrobras est, dans ce cas, tenu de racheter les parts belges. Mais les Brésiliens rechignent. Ils portent l’affaire devant un tribunal américain… et perdent. En fin de compte, l’acquisition de la raffinerie leur aura coûté la bagatelle de 1,1 milliard de dollars, alors que les Belges l’avaient achetée… 42,5 millions. « Gâchis de l’argent public ! » dénonce, au Brésil, l’opposition. Car l’Etat est le premier actionnaire de Petrobras. Les Brésiliens demandent des comptes.

Qui a signé ce contrat léonin ? Un nom sort du chapeau : Dilma Rousseff. A l’époque, celle-ci dirigeait le cabinet du président Lula, mais elle présidait aussi le conseil d’administration de Petrobras. Pour Rodrigo Maia, député de l’opposition et membre de la commission parlementaire constituée pour enquêter sur cette acquisition, « les statuts de Petrobras sont clairs : seul le conseil d’administration, et en premier lieu sa présidente, est habilité à prendre une telle décision.

Mais Dilma Rousseff, pour se dédouaner, a accusé le directeur international de l’époque, Nestor Cervero, de lui avoir transmis un résumé incorrect du projet, parce qu’il ne faisait pas allusion à cette fameuse option de vente. Comme si l’on pouvait prendre une décision aussi importante à partir d’une simple fiche ! » « Cette note n’avait pas vocation à entrer dans le détail, poursuit Edson Ribeiro, l’avocat de Nestor Cervero. Rien n’empêchait les administrateurs de demander des éclaircissements au service juridique. Ils ne l’ont pas fait, ce qui n’est guère étonnant : cela fait des années que les décisions se prennent de cette manière chez Petrobras. »

Un cadre dirigeant, qui connaît bien le fonctionnement du conseil mais veut rester anonyme, confie à L’Express : « Ses membres ne se réunissent qu’une fois par mois. Durant trois heures, ils parlent, en vrac, de prospection en Afrique, d’exploitation off shore ou encore de raffinage. C’est bien peu pour un groupe qui est en train d’investir 220 milliards de dollars dans des projets pétroliers ! En réalité, les votes sont purement formels. »

De quoi donner du grain à moudre aux détracteurs de Dilma Rousseff. On l’accuse d’incompétence. Rien d’étonnant, disent certains opposants, à ce que son bilan économique à l’échelle du pays soit désastreux, quand on voit la façon dont elle pilotait Petrobras. D’autres vont plus loin, ils cherchent d’éventuelles collusions.

L’ascension éclair de Paulo Roberto Costa

Et remarquent qu’Albert Frère détient également 1,4% du groupe français GDFSuez, dont l’une des filiales, Tractebel Energia, a financé la campagne de Dilma Rousseff en 2010.

Coïncidence ? « Nous avons effectivement versé plus de 500 000 euros au comité de campagne de Dilma Rousseff et au PT, précise-t-on au siège parisien de GDF Suez.La procédure est légale, et nous avons également donné 160 000 euros à son rival de l’époque. Cela n’a aucun lien avec les autres activités de notre actionnaire. » Chez le discret milliardaire, justement, on se refuse à tout commentaire. « Nous sommes droits dans nos bottes, précise toutefois l’un de ses proches. Lorsque nous avons acheté la raffinerie de Pasadena, les prix étaient très bas. Puis le marché a flambé. Nous avons été servis par la chance. Il n’y pas eu la moindre irrégularité, sinon le tribunal américain n’aurait jamais rendu d’arbitrage en notre faveur. »

Cette histoire aurait donc dû en rester là, d’autant qu’il y a bien d’autres sujets de mécontentement, en ces temps électoraux : une croissance ralentie (1,5% prévu en 2014 au lieu des 7,5% de 2010, selon la Banque mondiale), la baisse de pouvoir d’achat, les carences du système de santé, l’éducation… Oui, jusqu’à ce fameux 6 septembre, et l’irruption dans la campagne de Paulo Roberto Costa.

C’est en enquêtant sur une sombre affaire de blanchiment d’argent, qui n’a a priori aucun rapport avec Petrobras, que les policiers fédéraux repèrent cet homme discret. Mèche poivre et sel, la cinquantaine distinguée, cet ingénieur de formation a mené l’essentiel de sa carrière chez Petrobras. Il ne s’y est pas taillé une bonne réputation, comme le relate Ronaldo Tedesco, un des directeurs de l’association des ingénieurs de Petrobras : « J’ai travaillé plusieurs années sous ses ordres sur la plateforme offshore de Bacia de Campos, au nord de Rio de Janeiro. Je me souviens d’un homme très autoritaire, et sans pitié avec les ouvriers. Un jour, nous nous étions mis en grève durant une heure, car nous réclamions de meilleures conditions de sécurité et des augmentations de salaires. Costa nous a virés sur-le-champ. Nous les surnommions, lui et sa clique d’amis, « la République du Parana », en référence à l’Etat du Sud du Brésil dont ils étaient originaires. Ils géraient tout entre eux, et ils ont progressé ensemble dans la hiérarchie… »

Costa plus vite que les autres. Soutenu par le Parti progressiste, allié du Parti des travailleurs, il est promu directeur du raffinage et de l’approvisionnement en 2004, poste qu’il occupe jusqu’à son départ, en 2012.

Dans l’arrière-salle d’un bar du centre de Rio de Janeiro, où il avait ses habitudes lorsqu’il travaillait chez Petrobras, Ildo Sauer, ancien directeur gaz et énergie du groupe, revient sur l’ascension éclair de Paulo Roberto Costa. « Il a été sous ma responsabilité pendant plusieurs mois, puis il a subitement été nommé directeur, c’est étonnant, non? » ironise-t-il. Puis, après un silence : « J’ai participé avec Lula à la création du Parti des travailleurs, dans les années 1980. Lorsque j’ai été débarqué de Petrobras, en 2007, je suis allé voir mes amis du PT et je leur ai demandé pourquoi ils m’avaient lâché. Ils m’ont répondu que ?[je] n’aidai[s] pas assez?. J’en conclus que Costa, lui, a fait ce qu’il fallait… »

Un coût de construction multiplié par sept en neuf ans

Jusqu’à son départ, Costa s’est notamment occupé de la construction d’une raffinerie dans le Nord-Est du Brésil, Abreu e Lima. Ouvert en grande pompe par le président de l’époque, Lula da Silva, en 2005, le chantier de ce site, qui sera mis en service au début de 2015, est aujourd’hui dans la ligne de mire de la justice. La police fédérale, tout comme le Tribunal des comptes, se demandent comment le coût de construction a pu être multiplié par plus de sept depuis la pose de la première pierre, passant de 2,5à… 18,5 milliards de dollars. Et peut-être même à 20 à la fin de l’année !

Les contrôleurs fiscaux s’interrogent notamment sur quatre gros contrats, qui ont, finalement, coûté 300millions de dollars de plus. Mauvaise planification ? Pas seulement. Certaines dépenses sont aberrantes. Pour construire la raffinerie, il a fallu par exemple commander deux fois plus de structures métalliques que prévu! « Abreu e Lima est, de loin, la raffinerie la plus chère de l’Histoire! s’étonne un ancien président de Petrobras, qui a dirigé le groupe dans les années 1990. Cela suscite tout de même quelques interrogations… » Comme celle de savoir s’il y a eu des surfacturations dans les contrats de sous-traitants. C’est la conviction des enquêteurs, qui ont pu geler, grâce à leurs collègues helvétiques, une douzaine de comptes détenus en Suisse par Paulo Roberto Costa et ses deux filles. En tout, 23 millions de dollars.

Commencent donc à se dessiner, au fil des découvertes, les contours d’un gigantesque système de corruption, dont Paulo Roberto Costa aurait été la cheville ouvrière. Et le grand déballage ne fait que commencer. Dans l’espoir d’une remise de peine, celui-ci se serait en effet « mis à table ». Il aurait décrit aux enquêteurs les rouages de la mécanique : les fournisseurs et sous-traitants qui souhaitaient travailler pour le groupe pétrolier devaient reverser 3% du montant des contrats à une « caisse parallèle ». L’argent était ensuite distribué aux alliés politiques. L’objectif : assurer, par ces cadeaux, la cohésion de la coalition gouvernementale.

Lula da Silva mis en cause

« Ce scandale n’est guère surprenant quand on connaît la façon dont fonctionne le système politique brésilien, décrypte François-Michel Le Tourneau, directeur de recherche au CNRS. Le PT ne possède qu’un tiers des sièges au Parlement. S’il veut gouverner, il doit s’associer avec d’autres partis, et leur offrir en échange des postes dans des administrations et des entreprises publiques. Il est alors facile de détourner l’argent public, en faussant par exemple des appels d’offres. Durant son premier mandat, Lula da Silva avait, de cette manière, acheté l’adhésion des autres partis. Pour mettre fin à ces pratiques, Dilma Rousseff avait bien lancé l’idée d’une réforme constitutionnelle, mais le Congrès s’y est évidemment opposé… »

Dommage pour elle que la présidente n’y soit pas parvenue. Car ce scandale la fragilise tous les jours un peu plus. Pourra-t-elle encore longtemps affirmer qu’elle n’était au courant de rien? Comment la présidente du conseil d’administration de Petrobras aurait-elle pu ignorer ce détournement ? Sa position risque de devenir intenable, d’autant que Paulo Roberto Costa aurait, ces derniers jours, mis Lula da Silva en cause. Selon lui, l’ex-chef de l’Etat (2002-2010) serait au courant. Pour couronner le tout, Costa aurait également avoué aux policiers que l’acquisition de la fameuse raffinerie de Pasadena aurait été, elle aussi, frauduleuse. La boucle est bouclée.

Pour Dilma Rousseff, la déflagration est d’autant plus violente qu’elle avait intimement lié son image à celle du groupe pétrolier. Des photos d’elle en tenue de chantier et casque aux couleurs de Petrobras ont fait le tour du pays. « Comme Lula, Dilma avait fondé son discours économique sur la réussite de Petrobras, analyse Marco Antonio Carvalho Teixeira, professeur de sciences politiques à la fondation Getulio Vargas de São Paulo. Ce scandale, qui écorne l’image du groupe pétrolier, lui fait aussi perdre sa crédibilité. » De fait, l’action de Petrobras dévisse au même rythme que la popularité de la présidente dans les sondages. Celle-ci est même donnée battue au second tour…

Le scandale de trop

Car les Brésiliens sont las. Le « Petrogate » n’est pas un scandale de plus, mais le scandale de trop. L’un de ses principaux adversaires, le candidat social-démocrate Aécio Neves, l’a bien compris. « L’actuelle présidente a contrôlé cette entreprise d’une main de fer durant douze ans, il est inadmissible qu’elle allègue ne rien savoir », répète-t-il à qui veut l’entendre. Ou encore: « Le gouvernement a soutenu le plus grand vol jamais opéré dans les coffres de la plus grande entreprise brésilienne. »

Malgré ses efforts, Neves ne décolle pas dans les sondages. Il aurait même perdu 2 points. Ses ennemis ne manquent pas, il est vrai, de rappeler les affaires de corruption qui avaient entaché le mandat de Fernando Henrique Cardoso, prédécesseur de Lula da Silva et, surtout, cofondateur du parti d’Aécio Neves. Et l’autre grande candi date, Marina Silva, qu’en dit-elle? Propulsée sur le devant de la scène après la mort accidentelle de son allié, Eduardo Campos, le 13 août dernier, et réputée incorruptible, la nouvelle chouchoute des Brésiliens aurait tout intérêt à profiter de l’opportunité pour se détacher. Ce n’est pas le cas.

« Elle critique l’utilisation politique qui a été faite de Petrobras, mais reste toutefois très prudente », commente Ricardo Ismael, enseignant de sciences politiques à l’université PUC-Rio. La raison ? Le nom d’Eduardo Campos figure dans la liste des personnalités politiques corrompues diffusée par le magazine Veja.Au Brésil, la politique n’est jamais simple.

Source : http://www.lexpress.fr/actualite/monde/amerique-sud/bresil-le-scandale-de-l-argent-noir_1576845.html